A vida é um doce

dezembro 28, 2011 Nenhum comentário
Olá pessoas, tudo certo?

Depois te mil anos luz, estou comparecendo aqui novamente para marcar presença, e lembrar mais um vez que ainda quero contribuir muito para o blog.

Diferente da Mari, ando meio desleixada com a leitura, com as séries...com tudo!
Todo mundo já se stressou com escola, trabalho, com amor...enfim, sempre tem uma fase meio ruim.

Além do mais, muitas vezes eu me pego quebrando a cabeça pensando em que postar no blog. No final, não chego a conclusão alguma :(

Nessa semana me surgiu do além a ideia de fazer uma torta de bolacha, pavê, torta alemã...como queiram chamar. Fui em busca de receitas, no fim acabei solicitando o auxílio da minha gerente que passou uma receitinha dela.

E é essa receita que vou compartilhar com vocês hoje, passo a passo.

Torta de Bolacha

Ingredientes

  • 5 gemas
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 1/2 de leite (utilizar a lata do leite condesando para a medida do leite)
  • 1 colher de sopa de maisena
Cobertura

  • Uma barra de chocolate
  • Creme de leite

Modo de preparo

Pegar todos os ingrediente e misturar na batedeira ou liquidificador até dissolver bem. Virar o creme na panela a fogo médio, mexendo sem parar. A medida que vai esquentando, diminuir o fogo, mexendo sempre. Quando começar a engrossar e levantar fervura, desligar o fogo.
 
Preparar um refratário não muito grande e colocar as bolachas, derramar o creme ainda quente e novamente pôr a bolacha, assim sucessivamente.
Para a cobertura, quebre a barra de chocolate em pedacinhos pequenos e coloque em uma tijela de vidro, coloque no microondas por 30 segundos. Mexa um pouco e coloque mais 30 segundos. Acrescente um pouco de creme de leite e coloque mais 30 segundos no microondas. Mexa bem e despeje sobre o a torta.

 Minhas dificuldades:

Tive dificuldade em cortar a lata de leite condensado, porque não tenho prática nenhuma com abridor de latas HSUAISIA. Além de tudo, separar a gema da clara, que é chato, melequento e complicado :s pelo menos eu achei. E quando estava derretendo o chocolate, inventei de colocar leite...endureceu tudo. Sorte que o creme de leite me salvou hahaha...

...ó a minha torta aí



Não sei se vou fazer post de final de ano, mais quero dizer que esse ano foi bom. Aconteceram algumas coisas ruins agora no finalzinho, mais há males que vem para o bem.

Desejo tudo de bom à todos, de coração e espero que façam essa torta deliciosa em casa.

Mil Beijos,










"Ser profundamente amado por alguém nos dá força; amar alguém profundamente nos dá coragem."
                                                                                                                                       Lao-Tse

Feliz Natal!

dezembro 24, 2011 3 comentários
Espero que o Natal de vocês seja repleto de felicidade e que vocês possam passar esse dia com as pessoas que mais amam! :)
Eu a mil anos atrás. q

Tudo de bom, pessoal!


Beijos, Mari.

New Girl

dezembro 21, 2011 2 comentários
Olá pessoal! Estou me sentindo meio culpada pela falta de resenhas, mas ainda estou meio ocupada com as festas de fim de ano e agora tenho um site dedicado ao ator Tom Hiddleston e ainda continuo sem tempo. Desculpem :/


Mas uma vez ou outra estou assistindo a esse seriado, New Girl!


A fofa da Zooey Deschanel faz o papel de Jess, uma professora nerd que adora cantar sobre tudo que está fazendo, ela acaba de levar um fora (leia-se chifres LOL) do namorado, e precisa sair de casa e procurar um novo lugar para morar. Assim começa a história de New Girl, dividindo um apartamento com três caras. haha
Nick (o mais fofo  - eles tem que ficar juntos OMG -  e as vezes o mais chato também) largou a faculdade de direito faltando apenas 3 semestres e agora trabalha em um bar.
Schmidt, um empresário que se acha o gostosão (o que mais me faz rir e ter vergonha alheia também).
E Winston, um jogador de basquete 'aposentado' que não sabe o que fazer da vida.



Não vi todos os episódios que saíram até o pessoal entrar em férias, assisti 7. São ótimos, leves e rápidos (25min.). Não sou de assistir esse tipo de série, principalmente essas que tem metade do tempo do que costumo ver em séries, mas realmente amei. A Zooey é muito engraçada, digo o jeitinho dela, o que ela faz e até a voz dela! Amo demais as roupas que ela usa, sinceramente, quero o armário dela e os óculos também. haha

Como já mencionei antes, acho o Nick um fofo e realmente quero que eles fiquem juntos! Yey


Essa série é ótima e recomendo demais! É isso pessoal. :)


Beijos,

A tendência do Caos

novembro 30, 2011 5 comentários
 Promessa de acordar todos os dias cedo, arrumar a cama sempre, dormir no horário certo, quarto arrumado,  levar o cachorro pra passear, estudar muito.


O começo de cada coisa que você faz é sempre 'bonitinho e arrumadinho'. Lembro das várias promessas que fiz no início do ano e das poucas que consegui cumprir (algumas mal e porcamente). Lembro do inicio do meu cursinho pré-vestibular, o quanto eu era organizada, chegava em casa e ia direto estudar, dormia cedo....


 Já perceberam que quanto mais o tempo passa, tudo tem a grande tendência ao caos?

Tudo o que começamos é sempre, ou pelo menos a maioria das vezes, organizado. Temos um cronograma, uma ordem a seguir mas parece que tudo começa a desmoronar aos pouquinhos, você perde a vontade de continuar com o que estava fazendo, alguma outra coisa chama a sua atenção e tudo o que era organizado se desorganiza.

As coisas pra mim estão muito desorganizadas no momento. A pressão do vestibular e a falta de tempo fazem com que a minha vida vire uma bagunça. Mal posso postar, não consigo olhar para o meu quarto sem querer arrumar tudo, quero muito ler meus livros novos mas não tenho tempo! Não vejo a hora de fazer essas provas!

E esse é o meu motivo para postar sobre a tendência ao caos e como essa teoria está em ação na minha vida nesse momento. Espero que vocês continuem acompanhando o blog, esperem só mais duas semanas e voltarei para vocês.

Desculpem o surto, beijos,

 

Resultado do Sorteio de 2 Anos de Blog!

novembro 23, 2011 2 comentários
Olá pessoal, infelizmente acabou o nosso sorteio de Dois Anos de Blog. Completamos hoje dois aninhos! Êê, parabéns! haha


E venho aqui divulgar o resultado para vocês :)

Infelizmente não houve tantas participações pois o blog andava sumido e voltei exatamente com a promoção, não deu muito tempo de divulgar. :/

Então....vamos ao que interessa!

E o número sorteado fooi:



E nossa ganhadora fooooooooooooooi:




 VOU GASTAR UMA GRANA SÓ COM O FRETE!

A Luiza mora no Acre e é minha amiga de twitter (mas eu já a vi <3), parabéns. :3



É isso pessoal, espero trazer novas promoções pra vocês, não só de aniversário, mas esporádicas também. Obrigada pela participação de todos e fiquem ligados aqui no blog.


Beijos,

A Cidade Ilhada - Milton Hatoum

novembro 12, 2011 2 comentários
 "Para onde vou, Manaus me persegue". pág. 26






A Cidade Ilhada é um livro de contos breves, todos entre Brasil (principalmente Manaus), Europa e Estados Unidos. 

Hatoum reúne contos dos mais diversos; desde a primeira vez em um bordel como no conto 'Varandas da Eva', a vida de exilados da Ditadura Militar no conto 'Barbara no Inverno', ou a paixão de  um japonês pela Amazônia em 'Um Oriental na Vastidão'. 

Ao todo são 18 contos, alguns mais chamativos, fazendo com que você queira saber logo o que acontece no final (por exemplo: O Adeus do Comandante), outros mais massantes dando vontade de pulá-los (Dois Poetas da Província). É muito fácil notar as características realistas (adultério, adoram deixar uma dúvida no ar, etc) e há até um conto que homenageia o escritor Machado de Assis (Encontros na Península).

Não é meu tipo de leitura preferida, mas trouxe ele aqui por estar na lista dos livros de vestibular da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Além de ser uma boa maneira de relembrar, também é uma dica para vocês, pois é um dos melhores livros da lista (que geralmente traz títulos que dão até arrepio de pensar que vamos ter que lê-los).

Não há muito o que falar, apenas que Milton Hatoum é um ótimo escritor e tem minha total admiração. :)

Vou deixar pra vocês o primeiro conto do livro:


"Varandas da Eva: o nome do lugar.


           Não era longe do porto, mas naquela época a noção de distância era outra. O tempo era mais longo, demorado, ninguém falava em desperdiçar horas ou minutos. Desprezávamos a velhice, ou a ideia de envelhecer; vivíamos perdidos no tempo, as tardes nos sufocavam, lentas: tardes paradas no mormaço. Já conhecíamos a noite: festas no Fast Clube e no antigo Barés, bailes a bordo dos navios da Booth Line, serenatas para a namorada de um inimigo e brigas na madrugada, lá na calçada do bar do Sujo, na praça da Saudade. Às vezes entrávamos pelos fundos do teatro Amazonas e espiávamos atores e cantores nos camarins, exibindo-se nervosamente diante do espelho, antes da primeira cena. Mas aquele lugar, Varandas da Eva, ainda era um mistério.
           Ranulfo, tio Ran, o conhecia.
           É um balneário lindo, e cheio de moças lindas, dizia ele. Mas vocês precisam crescer um pouquinho, as mulheres não gostam de fedelhos. Invejávamos tio Ran, que até se enjoara de tantas noites dormidas no Varandas. A vida, para ele, dava outros sinais, descaía para outros caminhos. Enfastiado, sem graça, o queixo erguido, ele mal sorria, e lá do alto nos olhava, repetindo: Cresçam mais um pouco, cambada de fedelhos. Aí levo todos vocês ao balneário.
           Minotauro, fortaço e afoito, quis ir antes. Foi barrado no portão alto, cuspiu na terra, deu meia-volta, quase marchando para trás. Era um destemido, o corpo grandalhão, e um jeito de encarar os outros com olho quente, de meter medo e intimidar. Mas a voz ainda hesitava: era aguda e grossa, de periquito rouco, e o rosto de moleque, assombrado, meio leso.
           Gerinélson era mais paciente, rapaz melindroso, sabia esperar. Já namorava de dar beijos gulosos e acochos, e nos surpreendia em pleno domingo guiando uma lambreta velha, roubada do irmão. Na garupa, uma moça desconhecida, de outro bairro. Ou estrangeira. A máquina passava perto da gente, devagar, roncando, rodeando o tronco de uma árvore. Depois acelerava, sumindo na fumaceira. Ele sempre gostou de desaparecer, extraviar-se. Gerinélson era e não era da nossa turma. Eu o considerava um dos nossos. Ele, não sei. Tinha uns segredos bem guardados, era cheio de reticências: não se mostrava, o rapaz.
           O Tarso era o mais triste e envergonhado: nunca disse onde morava. Desconfiávamos que o teto dele era um dos barracos perto do igarapé de Manaus; um dia se meteu por ali e sumiu. Raro sair com a gente para um arrasta-pé. Ele recusava: Com esses sapatos velhos, não dá, mano. Um cineminha, sim: duas moedas de cada um, e pagávamos o ingresso do Tarso. E lá íamos ao Éden, Guarany ou Polytheama. Depois da matinê, ele escapulia, não ficava para ver as meninas da Escola Normal, nem as endiabradas do Santa Dorothea. Tarso queria vender picolés e frutas na rua, queria ganhar um dinheirinho só para entrar no Varandas da Eva. Mas era caro, não ia dar. Então tio Ranulfo prometeu: Quando chegar a hora, pago pra todos vocês.
           Tio Ran, homem de palavra, foi generoso: espichou dinheiro para a entrada e a bebida. Depois tirou um maço de cédulas da carteira. Disse: Isso é para as mulheres. E nada de molecagem. Cada um de vocês deve ser um gentleman com aquelas princesas.
           Contamos as cédulas: dava e sobrava, era a nossa fortuna. Compramos na Casa Colombo um par de sapatos, e tia Mira costurou uma calça e uma camisa, tudo para o Tarso. Quando ele experimentou a roupa nova, parecia outro, ia chorar de alegria, mas Minotauro, maldoso, debochou: Deixa pra chorar depois da farra, rapaz. Quem fica feliz de roupinha nova é moça.
           Eles ficaram cara a cara, os olhos com faíscas de rancor. Tia Mira se intrometeu, com súplicas de trégua e paz. Os dois olharam para minha tia, os rostos mais serenos, o pensamento talvez em outras searas.
           Marcamos a noitada para uma sexta-feira de setembro. Gerinélson pegou o dinheiro, quis ir sozinho, de lambreta. Tio Ran nos levou em seu Dauphine, parou quase na porta, nos desejou boa noitada. Quando íamos entrar, Tarso hesitou: deu uns passos para a frente, recuou, quis e não quis entrar. Ficou mudo, mais e mais esquisito, fechou-se. Nós o desconhecemos: luz e dança não o atraíam? Minotauro puxou-o pela camisa, enganchou a mão no pescoço dele, repetindo: Bora lá, seu leso. Nosso amigo abaixou a cabeça, concordando, mas com um salto se desgarrou, e correu para a escuridão.
           Tarso, um desmancha-prazer. Deixamos o nosso amigo. A vontade não é de cada um e em cada dia? Minotauro soltou um grunhido, resmungou: Não disse? Roupinha nova é mimo pra mocinha.
           Entramos. Um caminho estreito e sinuoso conduzia ao Varandas da Eva. Aos poucos, uma sombra foi crescendo, e no fim do caminho uma luminosidade surgiu na floresta. Era uma construção redonda, de madeira e palha, desenho de oca indígena. Mesinhas na borda do círculo, um salão no meio, iluminado por lâmpadas vermelhas. Uns casais dançavam ali, a música era um bolero. Minotauro apontou uma mesinha vazia num canto mais escuro. Sentamos, pedimos cerveja, um cheiro de açucena vinha do mato. E Gerinélson, se extraviara? Na luz vermelha, quase noite, Minotauro me cutucou: uma mulher sorria para mim. Não vi mais o Minotauro, nem quis saber do Gerinélson. Só olhava para ela, que me atraía com sorrisos; depois ela me chamou com um aceno, girando o indicador, me convidando para dançar. Não era alta, mas tinha um corpo cheio e recortado, e um rostinho dos mais belos, com olhos acesos, cor de fogo, de gata maracajá. Dançamos três músicas, e dançamos mais outras, parados, apertadinhos, de corpo molhado. Ela percebeu minha ânsia, me apertou com gosto, e me levou, no ritmo lento da música, para fora do salão. Por outro caminho me conduziu a uma das casinhas vermelhas, avarandadas, na beira de um igarapé. Ficamos um tempo na varandinha, no namoro de beijos e pegações. Depois, lá dentro, ela fechou a porta, e deixou as janelas entreabertas. O som de um bolero morria na casinha avarandada.
           Ela me ensinou a fazer tudo, todos os carinhos, sem pressa, com o saber de mulher que já amou e foi amada. Passamos a noite nessa festa, sem cochilo, e muitos risos, de só prazer. Fez coisas que davam ciúme, carícias que não se esquecem. Perguntei como ela se chamava. Ela disfarçou, e disse, rindo: Meu nome? Tu não vais saber, é proibido, pecado. Meu nome é só meu. Prometo.
           A voz e a risada bastavam, minha curiosidade diminuía. Nome e sobrenome não são aparências?
           Não quis me ver nem ser vista à luz do dia; quando as águas do igarapé ficaram mais escuras do que a noite, ela pediu que eu fosse embora. Obedeci, a contragosto. Saí no fim da madrugada, caminhando na trilha de folhas úmidas. Naquela manhã o sol teimou em aparecer no céu fechado.
           Voltei ao Varandas no mesmo dia, a fim de revê-la; voltei muitas vezes, sempre sozinho, nunca mais a encontrei.
           O Tarso disse que não entrou no Varandas porque teve medo.



           Medo?
           Ele sério, e calado.
           Minotauro me contou sua farra, cheia de façanhas. A grande gandaia, noite e dia, ele disse com uma voz que não tremia mais, voz bem grossa, de cachorrão. O Gerinélson me olhou de soslaio, sorriu de fininho, desconversou. Ele não se mostrava mesmo. Gostava das coisas só para ele, guardando tudo na memória, dono sozinho de seus feitos e fracassos.
           Nos meses seguintes, ainda tentei ver a mulher, pulava de um clube para outro, os lupanares de Manaus. Até hoje, sinto ânsia só de lembrar.
           Tia Mira dizia que eu estava babado de amor. Estás tonto por uma mulher, ela ria, observando meu devaneio triste, meu olhar ao léu.
           O Tarso não quis conversar sobre aquela noite. Foi o primeiro a se afastar da turma: teve de abandonar a escola, queria ser prático de motor, ou, quem sabe, capataz numa fazenda do Careiro.
           Três anos depois, meus tios Mira e Ran mudaram de bairro; os encontros com meus amigos tornaram-se fortuitos, minha vida procurou outros rumos. O único que cruzou o meu caminho foi Minotauro; cruzou por acaso, quando eu saía do bar Mocambo e ele ia visitar um amigo no quartel da Polícia Militar. Estava fardado, era soldado S1 e se preparava para o exame de suboficial da Aeronáutica. Servia na base terrestre, de guerras na selva. Não queria voar.
           Sou homem com pés no chão, ele foi logo dizendo. É emocionante a gente se perder na mata, os perigos me atraem, mano. A gente entra na floresta, escuta os ruídos da noite e a noite é escura que nem o dia. É um desafio. Toda a cambada tem que caminhar naquele ziguezague escuro, dormir sem saber onde está, matar os bichos e encontrar a saída para a sede do comando.
           Falava com desembaraço, cheio de si, alisando com os dedos grossos a boina azul. O rosto continuava assombrado, quase feroz, e a risada saía que nem uivo. Ele havia topado com o Gerinélson:
           O leso do Geri viajou para São Paulo. Quer ser doutor, médico de mulher. Quer se aproveitar delas, riu o Minotauro, tenebroso, mostrando dentes de cavalo. Tu nem sabes... O Geri sempre foi sonso, andou pelo Varandas antes da gente, sempre foi caído por mulheres de todas as idades.
           Dei um risinho chocho, sem vontade. Minotauro já era meu ex-amigo? Está em outro mundo, nossos pensamentos não se encontram. Foi o que eu remoí naquele instante.
           E o Tarso?
           Mais pobre do que eu, ele disse. Deve estar caído por aí. Pobre pobre não se levanta, mano. Nem soldado o coitado do Tarso pode ser.
           O Minotauro me tratou com carinho. Não sei se naquele dia eu tive pena ou raiva dele. Desprezo, talvez. Ele se despediu com um abraço forte, de estalar as costelas. Era socado, um monstro. Pôs a boina na cabeça e saiu andando, desengonçado, cumpridor de deveres.
           Anos depois, num fim de tarde, eu acabara de sair de uma vara cível, e passava pela avenida Sete de Setembro. Divagava. E já não era jovem. A gente sente isso quando as complicações se somam, as respostas se esquivam das perguntas. Coisas ruins insinuavam-se, escondidas atrás da porta. As gandaias, os gozos de não ter fim, aquele arrojo dissipador, tudo vai se esvaindo. E a aspereza de cada ato da vida surge como um cacto, ou planta sem perfume. Alguém que olha para trás e toma um susto: a juventude passou.
           Quando andava diante do Palácio do Governo, decidi descer a escadaria que termina próxima à margem do igarapé; parei no meio da escada e me distraí com a visão dos pássaros pousados nas plantas que flutuavam no rio cheio. Foi então que vi, numa canoa, um rosto conhecido. Era Tarso. Remou lentamente até a margem e saltou; depois tirou um cesto da canoa e pôs o fardo nas costas, a alça em volta da testa, como faz um índio. O corpo do meu amigo, curvado pelo peso, era o de um homem. Subiu uma escadinha de madeira, deixou o cesto na porta de uma palafita, voltou à margem e puxou a canoa até a areia enlameada. À porta apareceu uma mulher para apanhar o cesto. Reapareceu em seguida e acenou para Tarso. Num relance, ela ergueu a cabeça e me encontrou. Estremeci. Eu ia virar o rosto, mas não pude deixar de encará-la. Ela me atraía, e a lembrança surgiu agitada, confusa. A voz dela chamou: Meu filho! A mesma voz, meiga e firme, da moça, da mulher da casinha vermelha, no balneário Varandas da Eva. Era a mãe do meu amigo? Isso durou uns segundos. Por assombro, ou magia, o rosto dela era o mesmo, não envelhecera. Mal tive tempo de ver os braços e as pernas, a memória foi abrindo brechas, compondo o corpo inteiro daquela noite.
           Tarso escondeu a canoa entre os pilares da palafita, e entrou pela escadinha dos fundos. A mulher já tinha sumido.
           Permaneci ali mais um pouco, relembrando...
           Nunca mais voltei àquele lugar."'





Beijos,

Playful Kiss

novembro 06, 2011 3 comentários
Olá pessoal, hoje vou falar de algo que, tenho certeza, 99% de vocês não conhecem. E é......DORAMA! Tudo bem, vou explicar.
Aqui no Brasil mais conhecido como novela ou como série. Mas Dorama é o nome dado a uma novela coreana/japonesa. Sim, estou trazendo algo bem diferente para vocês. 


Caso vocês se interessem, vou logo avisando que os doramas coreanos são muito melhores que os japoneses. Experiência própria!
No momento o dorama que estou assistindo é Playful Kiss (2010) e é definitivamente o que mais gostei de ver (isso que nem terminei).


Baek Seung Jo e Oh Ha Ni

Baseado no mangá Itazura na kiss, Oh Ha Ni é uma estudante desajeitada que se apaixona pelo perfeccionista, Baek Seung Jo. De qualquer modo, Seung Jo é indiferente a ela e rejeita o seu amor. Quando a casa dela é destruída, ela e seu pai se mudam para a casa de um velho amigo do seu pai. Acontece que Seung Jo é o filho deste amigo e  Ha Ni tem a oportunidade de estar perto do cara que ela ama. Será ela é capaz de mudar o coração do Seung Jo?


*retirado do wikidrama.


Então, sinceramente, quando comecei a ver achei muito 'tolinho', pois começa com um sonho da Oh Ha Ni muito tosco.  U_U
Me lembrou muito aquela novela da Band, Floribella. 
Kim Hyung Joong, o ator que
interpreta  Baek Seung Jo
Mas com o passar dos episódios as coisas melhoram, não se preocupem. XD
Além do mais, vocês já devem ter estranhado o nome dos personagens, não? Eu não entendo como alguém pode se chamar Oh Ha Ni, mas tudo bem. haha

A língua pode ser (certeza) algo que você vá estranhar. Eles falam de um jeito muito enrolado mas é pra isso que serve as legendas :)
Comecei a ver o dorama por causa do anime Itazura na Kiss que é um dos meus preferidos e rapidinho vi as semelhanças e diferenças entre Playful Kiss e Itazura na Kiss. 
No mais, é como no anime, com algumas partes adicionais, já que cada episódio tem em média 1 hora (sim, é longo) e são 16 episódios. Estou no 11. Fighting o/

A Oh Ha Ni é bem fofinha, bonitinha e adora desenhar (êêê) e as amigas dela são engraçadinhas. Achei que o Seung Jo foi bem representado, bem frio, irônico e orgulhoso - e malvadinho. Nossa, nem parece que dá de se gostar de um cara desses, mas dá sim :C 

Ele é lindinho (apaixonada feelings) e tem seus momentos de fofura. haha
Eles combinam, acho que formam um casal muito fofo.
O mais legal é que a história deles começa no ensino médio mas se estende até eles envelhecerem. Acho isso um máximo!

Trilha sonora não posso nem falar nada, quase não tem, é sempre a mesma música nos mesmos momentos. Asiáticos precisam melhorar essa parte heen. 
E não chorei no dorama tanto quanto chorei no anime. :c

 Se você gosta de comédia, drama e romance, tá aí o melhor dorama que posso indicar. Outro dia falo de Itazura na Kiss aqui pra vocês, mas por hoje é isso.


Faça download de Playful Kiss aqui.


Beijos, 

I am back...Again!

outubro 29, 2011 1 Comentário

Olá!

Nossa, faz mil anos luz que não apareço no Papers. A vida como sempre anda super corrida e fica complicado estar presente no blog. Ultimamente (e sempre) a Mari me cobra pra voltar...e cá estou eu.

O engraçado é que toda vez que vou postar algo, sempre digo que estou de volta. Espero permanecer dessa vez.

Principalmente agora que temos um domínio... É, somos .COM ;D
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Hoje vou compartilhar com vocês sobre um livro que terminei de ler há poucos dias e que inclusive, comprei. Gostaria de falar de outros, mais a minha memória anda um pouco falha... Então acredito que será mais interessante falar sobre algo que esteja fresquinho na minha cabeça.


CHEIO DE CHARME – MARIAN KEYES

Eu sou meio suspeita pra falar dos livros da Marian, porque eu me apaixonei por eles desde a primeira vez que conheci.  Inclusive,  já li todos e são ótimos.

Cheio de charme envolve a história de Lola, Grace, Marnie e Alicia... Que tem algo em comum: o encantador Paddy de Courcy. Conta a história de cada uma, e como De Courcy fez/faz parte de suas vidas. O mais incrível é que você consegue chorar e rir ao mesmo tempo!

Sinopse
 
Cheio de Charme

 Quatro mulheres diferentes. Um homem terrivelmente sedutor. E o segredo sombrio que conecta a todos.

O simpático político irlandês Paddy de Courcy, presença constante nos principais tabloides, está de casamento marcado. Com a carreira em ascensão, é chegada a hora de deixar a vida de solteiro para trás e se concentrar somente na política.

A estilista Lola tem todos os motivos para chocar-se com a notícia do casamento: apesar de ser a namorada do cara, ela não é, definitivamente, a noiva. Já a jornalista Grace conheceu Paddy há muito tempo, mas por algum motivo não consegue esquecê-lo. Marnie, casada e com filhos, não tira da cabeça o político conquistador, seu amor adolescente. E Alicia, a noiva, fará de tudo para preservar seu reinado.

Em Cheio de Charme, a autora apresenta quatro mulheres que guardam, cada uma, um segredo envolvendo um importantíssimo político irlandês. O que acontecerá quando elas se encontrarem e descobrirem que todas estão interessadas no mesmo homem?

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O livro envolve problemas sérios e polêmicos como o alcoolismo, mulheres que apanham, política, etc. É um drama que você vive como se fosse com você.

Eu recomendo porque possue uma leitura tranquila e divertida. E por mais que você se assuste com a quantidade de páginas, eu posso garantir que no final você vai querer é que não acabe.

Tá ai, eu não posso falar muito, porque posso acabar contando o final. HAHA.

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LEMBRANDO MAIS UMA VEZ QUE ESTAMOS COM UMA PROMOÇÃO DE 2 ANOS DE BLOG!
Concorra ao livro INSACIÁVEL da MEG CABOT.

Para saber como participar basta clicar Aqui
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Pretendo melhorar no conteúdo dos posts, mais antes preciso resgatar minha criatividade.

Beijinho,



Dica de música: Girls Generation – The boys (English)

Os Três Mosqueteiros - The Tree Musketeers

outubro 24, 2011 2 comentários

"Um por todos! E todos por um!"

Da esquerda: Athos, D'Artagnan, Porthos e Aramis

Oi pessoal, semana passada vi o filme Os Três Mosqueteiros no cinema (duas vezes!) e simplesmente amei. Por isso estou trazendo essa dica pra vocês.


D'Artagnan, Aramis e Athos
Pra quem acha que é uma cópia fiel ao livro de Alexandre Dumas, está completamente enganado. Nessa nova versão, há uma mistura do velho e do novo que eu pensei que não daria certo, mas que deixou o filme ótimo.



Os atores em si, já são maravilhosos;


>Athos (Mathew MacFadyen ~Orgulho e Preconceito)

>Porthos (Ray Stevenson ~Thor)

>Aramis (Luke Evans ~Furia de Titãs)

>D'Artagnan (Logan Lerman ~O Ladrão de Raios)

Duque de Buckingham
> Milady de Winter (Mila Jovovich ~Resident Evil)

> Duque de Buckingham (Orlando Bloom ~Piratas do Caribe)

> Richilieu (Christoph Waltz ~Bastardos Inglórios)
 e por aí vai....





O elenco, como vocês podem ver, é de primeira e isso que só falei dos mais conhecidos. Freddie Fox interpreta o mimado e 'afeminado' Rei Louis XIII da França de um jeito espetacular e Gabriella Wilde ganha seu primeiro grande papel como Constance (muito linda, aliás. haha)


Milady de Winter e um de seus vestidos maravilhosos!
Mas o que me apaixonei mesmo (além de ver Mathew MacFadyen como Athos, oi) foram o figurino e as lutas de espada!! As roupas de Milady de Winter e de todos os três (+ D'Artagnan) mosqueteiros eram M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S! Sempre gostei da moda europeia dos séculos anteriores e esse filme mostrou os vestidos do século XVIII mais lindos que já vi.
E apesar de as lutas terem sido poucas (na minha opinião, os três mosqueteiros poderiam ter usado mais suas espadas. O foco foi realmente em D'Artagnan, mas mesmo assim queria vê-los levantando mais as suas espadas ^-^ ), foram demais. O que ando percebendo nesses filmes é que estão colocando muito mais efeito de câmera lenta e ficou ótimooo nas cenas de batalha!



Athos

A história em si, quando você para pra pensar não é aquilo tudo. Quando vi o trailer pensei em algo totalmente diferente do que se passa no filme. Não me decepcionou, mas não me deixou impressionada também (a história apenas, os efeitos e tudo o mais foram ótimos). Só o que tenho a desejar é que, se houver continuação (o que tudo indica que sim), espero que supere minhas expectativas mais uma vez.




 E ao contrário do que vocês pensam, não colocarei uma sinopse do filme. Acho que perderia toda a graça. Por isso falei apenas o que me chamou atenção, fazendo com que vocês tentem ver isso também quando verem ao filme.

Boa Semana, Mari.


P.S.: O post ficou meio enrolado, preciso pegar o jeito de novo, desculpem!

Promoção no Aniversário de 2 Anos de Papers Blood

outubro 23, 2011 4 comentários
Olá pessoal, o Papers estava fora do ar por um tempo, devido aos meus planos pessoais que graças a Deus já estão encerrando. Então o Papers decidiu voltar em grande estilo e antes do aniversário de 2 anos. Ufaa.



Estaremos sorteando no dia do aniversário do blog (23/11) um exemplar do livro Insaciável de Meg Cabot + 1 marcador de páginas do blog. A promoção irá de hoje (23/10/11) até 23/11/11, com sorteio e divulgação no dia 24/11/11.

Não posso fazer uma resenha completa, já que não li todo o livro ainda. Mas pra não deixar na mão, há um site ótimo de resenhas e vocês podem ficar sabendo o que acham do livro AQUI.

Ano passado já sorteei um livro da Meg. Acho que deu pra perceber o quanto eu adoro essa autora né? XD
E acho que esse livro combina muito com o blog, as cores, a história...Enfim, espero que vocês participem e voltem a frequentar o blog que finalmente vai se reerguer! Haha

Aqui vão as regrinhas:



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É isso pessoal, está oficialmente aberta a segunda promoção do Blog, compartilhem com seus amigos, divulguem e me ajudem. haha

Beijos e boa semana! Mari

O Livro de Fadas Prensadas de Lady Cottington

julho 25, 2011 5 comentários
"Nanna não cridita, Ettie não cridita. Titia Mercy tambem não cridita. Mas pegei uma. Agora elas vam ter de criditar nimim."




Vocês não sabem a dor que deu no meu coração ter que escrever essa frase toda errada. haha
Mas é assim mesmo, essa é a primeira frase que Lady Cottington escreve em seu diário, quando tem apenas oito aninhos. Vamos descontar os 'errinhos' né? :3


O Livro de Fadas Prensadas de Lady Cottington é uma leitura bem, BEM leve mesmo. São apenas 63 páginas, sendo que muitas delas são preenchidas com figuras das fadas prensadas, ou não são escritas nem a metade.
Eu recomendo muito pra quem não é muito afim de ler mas quer começar.


Se você for dar uma lidinha em algumas resenhas por aí, quase todos falam que é um livro muito 'diferente', e é. Eu, inclusive, também achei. Faz um bom tempo que li, então não posso falar com tanta certeza ou clareza. Mas é uma loucura! Cottington não escreve em seu diário todos os dias e nem ao menos conta uma história, é como um diário mesmo. Conforme ela vai ficando mais velha, ela começa a escrever muito melhor e dar mais detalhes.







SINOPSE:Angelica Cottington revela o dom de atrair e conversar com fadas, duendes e outros serezinhos. Sadicamente, deixa as fadinhas pousarem em seu diário para esmagá-las dentro do volume - daí o título explícito da obra.


Lady Cottington escreve seu diário dos 8 aos 22 anos. Aos 17, numa viagem à Itália, cruza com fadas mais safadas, que a levam a conhecer as delícias do sexo. A moça não consegue entender se gostou ou não. O que é azar dela acaba sendo diversão para os marmanjos. 






A sinopse também não é das melhores, mas como faz muito tempo que li o livro, tirei de um site de compras. XD


Não achei o livro para download, mas você pode ler online AQUI. É tão rapidinho. :3 
E ATENÇÃO, ele não é um livro infantil. Como descrito na sinopse, ela conhece o sexo e conta no seu diário. Não vamos perverter nossas crianças. LOL


Enfim, eu recomendo muito! É uma leitura diferente mesmo. Acho que você nunca viu algo assim. :3


É isso pessoal, fiquem com Deus. E até a próxima. Espero que seja em breve, OMG.




Beijos, Mari.

O Amor é Belo

junho 11, 2011 1 Comentário






O amor [...] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:4, 7




O jovem tenente John Blanchard foi uma tarde à biblioteca do exército, na Flórida, durante a Segunda Guerra Mundial.

Interessou-se por um livro, e ao folhear suas páginas, ficou impressionado, não com seu conteúdo, mas com as notas escritas a lápis e com caligrafia feminina em suas margens. Os comentários revelavam perspicácia, compreensão e também um pouco de ternura. Ele olhou a página de rosto e encontrou o nome da pessoa a quem o livro pertencera anteriormente: a Srta. Hollis Maynell.

O tenente descobriu o endereço dela em Nova York e lhe escreveu uma carta. Durante treze meses os dois se corresponderam e abriram o coração um ao outro. Ambos sentiram que estavam se amando. Ele lhe pediu que enviasse uma foto, mas ela recusou, dizendo que se ele realmente a amava, sua aparência não teria importância.

Finalmente chegou o dia em que eles se conheceriam pessoalmente. Marcaram encontro na Grande Estação Central de Nova Iorque, às 7 horas da noite. Ela lhe disse: “Você me reconhecerá pela rosa vermelha que estarei usando em minha lapela.”

Ele assim descreve o que aconteceu: “Uma jovem veio em minha direção. Era alta e elegante, tinha olhos azuis e seu cabelo loiro caía em cachos sobre seus delicados ouvidos. Estava com um vestido verde claro. Caminhei em sua direção e nem percebi que ela não estava com uma rosa vermelha. Dei mais um passo para perto dela, e então vi Hollis Maynell.

Ela estava atrás da jovem. Era uma mulher quarentona, com cabelos grisalhos enrolados embaixo de um chapéu velho. Era bem gorda, com tornozelos grossos e calçava sapatos de salto baixo.Mas tinha uma rosa vermelha na lapela de seu casaco. A jovem de vestido verde estava se afastando rapidamente.

Fiquei dividido. Era grande o meu desejo de segui-la, mas também era profunda a minha ansiedade de conhecer a mulher que me havia acompanhado e apoiado durante todo este tempo. Não hesitei. Talvez isto não fosse amor, mas um simples companheirismo.

Aproximei-me e lhe disse. ‘Sou o tenente John Blanchard e você deve ser a Srta. Maynell. Obrigado por ter vindo. Posso convidá-la para jantar?’

O rosto dela se abriu num sorriso. ‘Eu não sei do que se trata, filho’, disse ela, ‘mas a jovem de vestido verde me pediu que eu colocasse essa rosa na lapela. E disse que se você me convidasse para jantar, eu deveria responder que ela está esperando você no restaurante do outro lado da rua.’”

O amor humano é belo, e é apenas um pálido reflexo do amor divino.



Livro: Com A Eternidade No Coração, p. 197.


P.S.: Acho que é perfeito pra esse final de semana dos namorados. Se divirtam com os seus!

Beijos, Mari.

O Solteirão – Carly Phillips

maio 31, 2011 2 comentários

Um livro ótimo, leve e rápido de ler.




Roman Chandler é um jornalista que viaja o mundo em busca de notícias e é claro, liberdade.
Charlotte Bronson é dona de uma loja de roupas íntimas na pequena cidade de Yorkshire Falls e está muito bem, obrigada, vivendo lá.
Até é claro, Roman voltar à cidade.
Raina, a mãe de Roman está ‘muito doente’ e como último pedido, quer ver pelo menos um de seus filhos casados e dando netinhos para ela. Chase, Rick e Roman tiram a sorte e Roman fica com essa tarefa difícil. Seus planos eram apenas, encontrar uma mulher disposta a casar, ter filhos e aceitar suas idas ao exterior.
Mas é claro que ele não contava com a presença de Charlotte, sua paixão dos tempos de escola, a única que não caíra nos encantos de um dos irmãos Chandler quando eram adolescentes e a única que ainda mexia com seus sentidos.No meio de roubos de calcinhas de crochês, mágoas do passado e muita paixão, será que Roman conseguirá cumprir seu objetivo e sair com seu coração ileso? E será que Charlotte poderá superar o passado e confiar em Roman?


x-x



Comprei esse livro numa feira do livro aqui em Floripa e foi mesmo uma sorte porque ele estava com um precinho ótimo (R$12,75) e eu não podia perder um livro da Editora Essência que eu amo demais!
Esse é um daqueles chick-lit bem leves, nada de tramas surpreendentes, mas bom de ler. E pelo que pude ler, graças aos outros irmãos Chandler (Chase e Rick) haverá mais dois livros sobre eles, já que eles também não querem se comprometer. Haha
Só achei meio ‘tosco’ esse negócio de roubo de calcinhas, acho que a autora não tinha mais o que colocar no meio (para não ficar apenas focado no par romântico) e resolveu criar esses roubos meio absurdos.
No geral é um livro ótimo, fala de inseguranças e decisões e isso temos e fazemos todos os dias, uma boa dica e é isso gente!



Beijos e fiquem com Deus.


Mari

O Guia Do Mochileiro Das Galáxias - Douglas Adams

maio 27, 2011 1 Comentário





Olá! Hoje é dia de dica rápida de livro. :D




E como ontem foi O Dia da Toalha, nada mais justo do que trazer pra vocês O Guia Do Mochileiro Das Galáxias. Um livro ótimo e engraçado. :)




Leiam no skoob.





Nota: 4/5.




É isso pessoal! Beijos, Mari.

Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas

maio 22, 2011 2 comentários
Oi gente, não sei se muitos sabem mas Johnny Depp é meu ator preferido e vejo todos os filmes dele no cinema. o/










Ontem fui ver Piratas do Caribe 4, morrendo de curiosidade e ansiedade de ver o John mais uma vez com Capitão Jack Sparrow.



Mas, por incrivel que pareça, Jack não apareceu uma vez sequer segurando o leme. Dessa vez o capitão é Barba Negra! Jack não é nada mais do que um mero marujo.


O filme como sempre nunca começa com o John de primeira, acho que pra deixar o pessoal na expectativa. haha

Não temos nem Orlando Bloom (Will) e nem Keira Knightley (Elizabeth) nesse filme, o que causou um medinho no pessoal pra saber se o filme continuaria bom sem esses dois. Mas, acho que foi uma boa continuação de história. Nesse filme apenas continuam no elenco Capitão Barbossa (sem uma perna!!) e Mr. Gibbs. E o macaco, claro. haha


E para tristeza de todos, não há Pérola Negra, temos é o Vingança da Rainha Ana, o barco do temível Barba Negra.



Dessa vez, diferente dos outros filmes, sabemos um pouquinho mais da história de Jack, como a volta de sua ex-amante, Angelica (Penélope Cruz), filha de Barba Negra.



E acho que pra compensar a perda de Elizabeth e Will, temos um novo casal: Phillip e a sereia Syrena. Lindos, lindos os dois juntos. :)



No mais, um filme ótimo mesmo! E começo de uma nova trilogia (assim penso eu), se não for uma trilogia, haverá pelo menos uma continuação, pois ficaram vários pontos em aberto, fora a cena de Depois dos Créditos, que insinua uma continuação.



Ótimas risadas, sereias lindas e perigosas, Ponce de Léon, Barba Negra e Jack. O que mais dá de se esperar desse filme? O melhor, só isso. :)



É isso gente, minha opinião do filme. Gostei muito e espero que vocês também. Depois me contem suas opiniões.



Beijos, Mari.

Livro, dia da resenha!

maio 10, 2011 Nenhum comentário
Obs.: O dia da resenha é na segunda mas por motivos pessoais não pude postar, me desculpem.




Marcada - P.C. e Kristin Cast




Marcada é o primeiro livro da série House of Night (de 9 livros), um mundo onde os humanos tem pleno conhecimento da existência dos vampiros, além do mais, para se tornar um vampiro não precisa ser mordido, e sim ganhar uma marquinha na testa em forma de lua crescente, é aqui que começa o período de transformação, levando anos até se tornar um vampiro adulto, sendo que nem sempre os recém-vampiros conseguem sobreviver à essa transformação.

Zoey é uma garota normal, estudante de 16 anos... Até ser marcada. Zoey tem de se distanciar de sua mãe e de seu padastro - que ela odeia - para ir morar em uma escola apenas para vampiros.
Lá ela troca o dia pela noite, conhece novos amigos, conhece o misterioso e lindo Erik que faz seu coração bater mais rápido e tem de lidar com vários problemas, como a orgulhosa Afrodite e seu bando de 'malditas do inferno', como os próprios amigos de Zoey as chamam.

Para piorar a situação, sua marca não é mais uma lua crescente e sim uma lua cheia, fazendo com que vários alunos da Morada da Noite fiquem com inveja e desconfiados.

Marcada conta o inicio da trajetória de Zoey para se tornar uma vampira adulta e de suas descobertas nesse mágico mundo dos vampiros. Será que ela conseguirá passar por toda essa transfomação e continuar viva?



~Primeiramente, demorei muito pra fazer essa resenha e ela realmente não ficou muito boa, porque eu não gostei do livro. Daí vocês me perguntam: mas porque você fez uma resenha dele então? ~Bem, eu fiz essa resenha exatamente para avisar vocês. haha

Acho que esse livro foi uma mistura - mal feita - de Crepúsculo e Harry Potter (desculpe, quem gosta da série). O livro não me prendeu por uma página sequer. Os diálogos são fracos demais e totalmente forçados!! Não me compadeci nem um pouco com a história da menina que tem um padastro from hell e da mamãe e que obedece tudo o que o padastro manda.
Além de envolver Deus de uma maneira muito, muito preconceituosa. Esse foi um dos aspectos que menos gostei, elas criticam tanto as religiões cristãs e 'cultuam' tanto a 'deusa' que até me senti mal.
Tudo bem, as autoras tem todo o direito de colocar em seus livros as crenças que quiserem, mas por favor, parem de xingar as outras.
Minha esperança estava no mocinho - Erik - que é descrito como um gato! Mas que pena, ele é tão fraquinho que dá até dó. As partes em que era pra me dar pelo menos um arrepio de animação com os dois, só me fizeram gostar menos do livro.

Não me impressionou nada e me desculpem essa crítica tão negativa, mas é a minha opinião e acho que a de muitos outros. Eu ainda quero ler o resto da série, claro. Quero ver como isso termina, então pode ser que melhore. Vamos ver... mas por enquanto, continuo na mesma. Não gostei e pronto. ;x




É isso gente, beijocas!


Mari.

Orgulho e Preconceito

abril 08, 2011 Nenhum comentário
Oi gente :)



Já vi esse filme faz um bom tempo, mas semana passada minha prima querida veio aqui e a fiz assistir comigo de novo. haha


E me apaixonei de novo pelo Mr. Darcy. haha

Brincadeira, ele é um fofo e tal, mas passei dessa fase 'me apaixono por meu ídolo'. Tá que ele não é meu ídolo, mas é só ver o Mr. Darcy pra ficar caidinha. haha

Tá, parei.


Orgulho e Preconceito é um filme de romance histórico, baseado no livro de Jane Austen com o mesmo nome.

Se você não gosta de filmes mais 'paradinhos' pode parando por aí. Orgulho e Preconceito é um filme longo e sem nenhuma cena sangrenta, luta de espadas ou beijos apaixonados.


Não, é um filme fofo, água com áçúcar, ou seja, bem mulherzinha!



Sinopse retirada do site Adoro Cinema: Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.



Gente, essa sinopse não está muito bem feita. Mas a preguiça me domina aqui, não to com cabeça pra pensar em fazer sinopses.



Enfim, já vi 3 vezes esse filme e me apaixono cada vez mais pela história a cada vez que vejo.

Realmente, tem que gostar MUITO de Jane Austen ou de filmes históricos. Filmes como Emma, Persuasão e Mansfield Park que também são inspirados nos livros da Jane Austen são mais parados também, mas as histórias são sempre bonitas e diferentes e as coisas fluem naturalmente, isso é o bom da Jane.


Há também uma versão cinematográfica que não fez sucesso, da década de 40 e uma série de TV que traz Colin Firth como Mr. Darcy.

Essas são as que conheço e ainda não vi, infelizmente.

Mas quero muito ver a série de TV :)


É isso pessoal, essa é a dica de hoje. Desculpem a correria!




Beijos, Mari.

Muito Mais Que Uma Princesa - Laura Lee Guhrke

abril 01, 2011 Nenhum comentário

Oi gente! Então, eu já falei desse livro aqui. Mas foi um dos primeiros posts, eu não tinha prática e nem fiz uma resenha digna! haha






Apesar de Laura Lee Guhrke não ser muito conhecida, ela encanta com seus trabalhos e um desses trabalhos é o livro Muito Mais Que Uma Princesa. Lucia Valenti é filha ilegítima de um príncipe italiano com uma linda cortesã. Por isso, estudou praticamente a vida toda em conventos, mas apesar disso nada a impediu de fazer escândalos, o último deles levando seu pai Cesare de Bolgheri a querer arranjar para ela, um casamento. Para achar o marido ideal para Lucia, Cesare de Bolgheri chama um respeitado diplomata britânico, Sir Ian Moore. É seu dever levá-la à Inglaterra e fazer com que ela se case. Mas é claro, não seria tão fácil. Lucia tem um tem o espírito e humor fortes, quer se casar com alguém por amor e não por imposição do pai e sem mencionar sua beleza estonteante. Ian também nada deixa a desejar, se não fosse aqueles olhos tão frios... Apesar de seus esforços para conseguir o marido ideal, ele se vê cada vez mais envolvido por Lucia, que sente o mesmo.


Entre jogos de xadrez, idas ao parque, discussões acaloradas e passeios de carruagens, Lucia achará um marido do qual realmente ame? E Ian deixará suas obrigações ou sentimentos falarem mais alto?

Ah sou muito suspeita pra falar desse livro. Porque ele é um dos meus livros favoritos! Foi ele que me fez amar os romances históricos. No começo achei meio parado, acho que é sempre assim até o casal se encontrar. Haha É uma história linda e como todo romance histórico, tem aquelas partes mais picantes que não deixam a história tão água com açúcar. O Ian é meu personagem favorito de todos os livros que li e a Lucia tem mesmo, como descrito na resenha, um espírito forte! Amei totalmente o livro e é uma história que vai num rumo muito diferente do que se pode pensar. Recomendo DEMAIS!

É isso gente. Beijocas, Mari.
 
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