Entrevista #1: Up In the Air - Holyshit

junho 19, 2014 Nenhum comentário

Dona de um estilo que vai além do convencional, a estilista Thalita Mazzoni se destaca da multidão com suas idéias inovadoras e com sua garra para seguir em frente. Graduada em Design de Moda pelo CES-JF, ela se desdobra nos eventos do dia-a-dia e ainda encontra inspiração para seguir no comando da Holyshit, marca de roupas e vestuário mantida juntamente com o colega de profissão Wesley Cancela. Foi com o intuito de saber mais sobre como são os bastidores do mundo fashion e quais os desafios que os novos nomes da cena enfrentam, que fomos conversar com Thalita. Para conferir, é só deixar tocar 30 Seconds to Mars e continuar acompanhando a leitura...



Papers Blood: Não é segredo que uma marca é muito mais do que costurar uma peça de roupa. Como foi que você encarou o processo criativo e conceitual e o desenvolvimento das peças em si?

Thalita: Bom, a Holyshit é minha e do Wesley Cancela. Nos conhecemos antes da faculdade de moda, porém no curso nos identificamos muito e sempre trabalhamos juntos. Quando decidimos criar a marca, ja tinhamos essa intimidade e essa afinidade criativa. Então decidimos o tema de coleção juntos, assim como todo o processo de criação das peças. Tudo correu muito bem e tranquilamente, as ideias sempre casaram, e isso foi essencial para a criação da coleção.



Papers Blood: A Holyshit é uma marca cuja inspiração está crescendo muito no mercado da moda e isso a beneficia bastante. Como você os seus trabalhos no futuro?

Thalita: Nós sempre quisemos que a Holyshit fosse uma marca diferenciada no mercado, o projeto inicial era misturar o conceitual com o comercial, um desafio que nos propomos a encarar e no final das contas deu muito certo. Todas as nossas peças são comerciais porém todas ela tem alguma pegada conceitual. E temos visto isso crescer no mercado brasileiro de moda, o que na verdade é ótimo já que sai da mesmice que temos visto por aí. Eu acredito que no futuro ainda seguiremos essa peada conceito comercial, porém poderemos inserir muito mais conceito nas peças, já que no futuro pretendemos estar com mais nome no mercado brasileiro de moda.

Papers Blood: As pessoas ainda tem muito receio de comprar roupas pela internet, mas investir em um negócio físico, num loja, ainda é muito caro no Brasil. Mas você teria algum plano nesse sentido?

Thalita: Eu costumo dizer que as vendas pela internet, são apenas para compor a marca. Já que viver de venda pela internet é algo que demanda muito tempo para se firmar. Nós vendemos por atacado para uma loja em São Paulo e pretendemos expandir esse mercado de atacado, para a marca sair de Juiz de Fora. Que é o principal projeto da Holyshit. Acreditamos que Juiz de Fora tem um mercado de moda muito limitado e nunca foi intenção de focar a marca para a cidade. Por isso, estamos procurando o máximo expandir para demais cidades, principalmente as capitais. Em Juiz de Fora, vendemos em uma loja colaborativa que revende outras marcas também. Temos a pretensão de montar loja física no futuro, mas não em Juiz de Fora. Nosso plano principal é uma loja em São Paulo.



Papers Blood: Os resultados de uma divulgação bem feita aparecem rápido. No caso da Holyshit, em menos de um mês, mais de mil pessoas já curtiram a página da marca. O que podemos esperar para os próximos meses?

Thalita: Eu sempre fui muito ligada ao marketing, tanto que cursei 2 anos de Publicidade e Propaganda e acredito que a divulgação é o principal elemento para qualquer tipo de venda. Não apenas no mercado de moda, mas em todo o mercado, temos que dar total atenção e dedicação ao cliente. Mostrar para ele que queremos cativa-lo e lhe entregar um produto de qualidade, além de diferenciado. E é o que fazemos com a divulgação da Holyshit. Para os próximos meses, teremos muitas novidades e surpresas incríveis. Existe um projeto paralelo chamado HOLYSHIT PARTY, e ele pode entrar em cena no meio desse ano! Mas isso ainda é surpresa!

Papers Blood: Como alguém à frente de uma marca, que lida com moda e gostos pessoais, qual conselho você deixa para quem também quer se aventurar nessa área?

Thalita: Primeiramente, nunca desista do seu sonho. Porque não é fácil criar uma marca. Mas a partir do momento que você tem uma, não tenha medo de dar tudo de si. Dedicação e amor por aquilo que você faz, é o essencial para ser dono de qualquer tipo de empresa. Uma marca sempre vai ter uma pitada do gosto de seus donos. Eu digo que a Holyshit é uma mistura do meu guarda roupas e do Wesley. E isso nunca foi prejudicial. Então, basta ter paciência, dedicação e muito amor. E tudo dará certo!

Para saber mais sobre a Holyshit, é só acessar:
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Esse post foi feito pela nossa colaboradora e jornalista Mariana Mello, não confunda comigo, Mariana Patrício Melo. Haha
Obrigada, Mari² por trazer novidades no mundo da moda pra nós! :)

 
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